quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Oásis no deserto... portas de entrada...

Já imaginaram o seguinte cenário:

Vão a caminhar no deserto, cansados e sedentos. Ao longe, avistam um oásis. As palmeiras e tal... ganham um novo ânimo e avançam, revigorados por tão bela visão. Ao chegar, podem acontecer duas situações:

a) O oásis é real! Água cristalina, límpida, fresca! Côcos! Sombra!
b) Era uma miragem...

A meu ver (ou, pelo menos, no meu devaneio de hoje), as relações são como oásis. Por vezes, com alimento, água fresca que nos mata uma sede saudável, um paraíso do qual não queremos sair. Contudo, a água pode secar! O alimento esgotar-se! Não fizemos por prosperar... Ou até desenvolvemos esforços para tal, mas o solo no qual depositámos o nosso esforço... não era fértil... se é que me entendem...
Ou então, desilusão... era só uma miragem! Aquilo que vimos nunca poderia ser o nosso porto de abrigo. Não havia nada ou, o que havia, não servia para nos consolar: a água não era potável!

Seja como for, há duas alternativas: esperar que, por milagre, nasça ali água, surja alimento ou... continuar o nosso caminho, rumo ao nosso destino. E pode ser que surja um oásis real, entretanto.

As relações, de um certo ponto de vista, funcionam da mesma forma: ou um oásis que era real mas já secou, uma relação que foi boa mas que, seja lá porque motivos, já não dá mais frutos. Ou, no caso de algo mais recente, a água era uma miragem. Aquilo não serve para nós, não existe... era uma ilusão. A outra pessoa não era aquilo que esperávamos, ou até parecia que era mas... simplesmente, não sentimos! Foi um "erro de casting". E não faz mal! O que faz mal é ficarmos presos num "passado", numa "história"... uma história que mais não é do que vestígios mnésicos de algo que já não existe. Ou então, ficarmos presos na esperança de que o outro lado se torne naquilo que nós queríamos que fosse. Pior ainda, presos na esperança que nos possamos tornar em algo que não somos. Meus caros:

"What you have been is what you are". Significa que nós somos aquilo que temos sido, não aquilo que gostariamos de ser. 

Percebermos quem somos e aquilo que procuramos, é algo que vamos descobrindo ao longo da vida. Alguns nunca o conseguirão, pois preferem culpar o exterior ao invés de "olhar para dentro". Os que procuram a resposta (e alguns que a encontram), serão recompensados. Estão mais atentos a si mesmos e ao seu redor. As coisas boas acontecerão mais facilmente e serão evitadas as menos boas.

E é assim que nos viramos para as portas! Vamos lá!

Às vezes também funcionamos como portas de entrada (hoje estou muito metafórico). Tem a ver com a nossa disponibilidade para deixarmos alguém entrar. Podemos optar: "Agora, quero ter a porta fechada!"; Ou então, "Para esta pessoa, a porta está aberta!"; "Estou reticente, está apenas entreaberta". E, para uma mesma pessoa, a porta pode encontrar-se, em momentos diferentes, aberta, fechada (trancada às 7 chaves!, quiçá) ou assim-assim. 
Podemos, porventura, deixar entrar a pessoa errada. Ou, não menos mal, fechá-la à pessoa certa! 

Só uma dica: Se a porta estiver trancada, ninguém pode entrar... Mas também não poderão sair ;)
E há um mundo lindo, lá fora! E, dentro de casa... não há oásis!

O truque??? Pois, não sei... ser cauteloso ou mais do género "Olha, que se lixe! Logo se vê!" Não sei dizer. 

O que tenho feito? Sigo aquilo que sinto! Se me enganar?...

...Quantas vezes cair, tantas outras me levanto!

2 comentários:

  1. Têm-se atravessado algumas miragens no meu caminho, mas tal como tu, sigo aquilo que sinto!!! Depois...logo se vê!

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    1. Com o tempo e com as experiências, vamos ficando mais cautelosos com os oásis que avistamos... o importante é não deixar de acreditar que um dia vai lá haver mesmo um oásis real. Isto para todas as áreas das nossas vidas

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