sábado, 3 de setembro de 2016

Encontros imediatos do 3º grau I

  Olá! Hoje vou contar-vos uma das minhas saídas com raparigas, assim… meio às cegas. Sim, claro que já o fiz! Tu também, portanto abstém-te de comentários pseudo-moralistas ;)

  Vamos ao que interessa. O caso que vos conto, começa com a insistência de uma amiga minha, no sentido de eu “ter” de conhecer uma amiga dela. Falou-me um pouco dela, traços gerais e afins. Eu, como habitualmente, a ouvir e sempre na palhaçada: “Estás a impingir-me uma encalhada, está-se mesmo a ver” e coisas assim do género. Para ser sincero, retive pouco da informação. Contudo, um dia recebo um pedido de amizade no facebook e, ao fim de momentos de total “anhanço”, lá percebo que é a tal rapariga. Muito bem. Pelas fotos (sim, claro que fui ver e apreciar, dahhh), parecia uma rapariga normal. Nada de fantástico, mas também nada de fugir. Fico na minha e, ao fim de umas horas, ela mete conversa no chat. E assim começa a história.

  Ao longo de várias semanas, eventualmente, meses (sou péssimo com datas… e com nomes… e com caras…), lá fomos conversando e sabendo um pouco mais um sobre o outro. Com o tempo, a rapariga começou, apesar de tudo, a revelar um aspecto menos positivo da sua personalidade… como é que eu hei-de explicar… bem, nós ainda nem nos conhecíamos pessoalmente e ela já parecia que “cobrava” se eu não dava atenção: “Nunca mais me ligaste nenhuma”; “Se não quiseres conversar mais, diz, porque eu já percebi”; “Antes falavas mais, agora já não… e eu sei que falas com outras pessoas”. MEDO!!! Bem, eu já não sou muito a favor de “arranjinhos”, mas esta forma de estar fez-me, realmente, perder a maior parte do interesse.

  Um dia, depois de um período em que deixámos de falar regularmente, lá surge o convite para irmos “tomar um café”. “Ok, não há-de ser muito mau”, pensei eu. Tinha outro evento, antes, e combinámos perto do local onde eu já estaria. Quando fico despachado, vou para o local combinado. Porém, nesta altura só me apetecia ir para casa. Não estava com vontade nenhuma para ir sair e só pensava “bem, ela é um bocado stressada e complicada, isto não vai correr bem… tiram-me daqui!!!”.

  Às tantas, enquanto espero, reparo numa rapariga giríssima, que vinha do meu lado esquerdo: “Wow, tão gira! Mas, espera, não vou estar a olhar para a moça, porque a outra deve estar a chegar e, se me vê a olhar para outra rapariga, para além de não parecer bem, é possível que ainda faça alguma cena de ciúmes, ou sei lá”. Sim, nesta fase, aliada a minha pouca vontade de fazer o que quer que seja, estava na minha memória a “personalidade difícil e complicada” que eu havia já preconcebido. Então, lá desvio o olhar da rapariga gira e olho em frente, para o vazio… mas, sei lá… é mais forte que eu: “Eu tenho de olhar, vá lá! Só mais uma vez, assim rapidinho! Faz de conta que estás a olhar casualmente! Vá, bora!”. E olho! Qual não é o meu espanto :O A rapariga vinha a rir-se para mim! “Não pode!”, pensei eu. Mas era mesmo! Era ela!!!

  Vocês perguntam: “Mas tu não tinhas já visto fotos dela?” E eu respondo: “Sim, mas eu quando disse que era péssimo com caras, não estava a exagerar”. Talvez haja aqui uma atenuante. Enquanto que algumas pessoas ficam melhor nas fotos do que ao vivo, outras terão o efeito contrário. E este “exemplar” era um destes últimos casos! Resumindo: como eu costumo dizer, “era mesmo o meu número!” :P

  Feitos os cumprimentos habituais, lá fomos, rua fora, sem um destino definido (típico da minha parte). Azar dos azares: rua povoada de lojas de moda. Nem trinta metros andados, ela lá vê uma loja de sapatos e… toca a entrar!!! Ainda pensei em ficar cá fora, mas achei que não seria muito bonito. Mas já sei como isto funciona: Loja de sapatos + rapariga = Vai correr mal! Mas pronto, lá entrei. Já lá dentro (e eu a pensar, “bem, deve ser só uma vista de olhos, não tarda regressamos a terreno seguro”), ela fixa-se numa das prateleiras e eis que acontece: “Vá, ajuda-me a escolher! Diz-me dois pares, destes todos que estão aqui!”… e eu fiquei azul! Escolher sapatos?? Oh, minha amiga… Bem, lá tive de me desenrascar. E como é que eu o fiz? Vejam lá se fui esperto ou não: Olhei para os sapatos que ela trazia (era uns “botins”, ou lá como se chamam) e tentei comparar com os que estavam expostos. De seguida, com um ar de extrema confiança (por dentro eu estava assim… pequenino, muito pequeniiiiiiino) digo: “estes e… estes! Ãh, que tal?”. E ela faz um ar de… condescendência e diz: “Sim, boa escolha”. Na verdade, soou mais a “bolas, miúdo, estás mesmo à nora! Se eu algum dia usaria isto! Tse, tse…”. E lá saímos…

  Depois disto, jantar, conversa animada, passeiozinho de despedida e, verdade seja dita, foi uma boa surpresa: acabou por ser muito agradável, contrariamente ao que eu esperava. Foi divertida, muito bem-disposta e agradável.

  Todavia, o tempo e novos “eventos” voltaram a revelar uma personalidade complicada, “cobranças” sem sentido e muita ambivalência. Eu, que sou uma pessoa calma e agradável, um dia tive mesmo de antecipar o final de um jantar. Mas nada de arrependimentos! Ainda mantemos o contacto de tempos a tempos.


  Moral da história: Não sei bem, mas assim de repente, não antecipar desgraças; Não confiar nos meus sentidos; e, sobretudo, não sou bom a escolher sapatos!

12 comentários:

  1. A história dos sapatos matou-me e eu sou mulher! Eheheh Tens de analisar a experiência do ponto de vista positivo e sem cobranças a ti próprio:)

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    1. Eu não sei, já não é a primeira vez... e eu tento chegar lá!
      Mas, da mesma forma que antigamente, os rapazes iam à inspeção aos 18 anos, as raparigas, secretamente, também devem ter uma altura em que vão a determinado local e vos dizem: "Meninas! Sempre que um rapaz vos sugerir uns sapatos, por mais de acordo que estejam, recusem sempre! E não se esqueçam de fazer um ar condescendente!"
      Qualquer coisa assim... :P

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  2. Ahahah, essa é muito boa, mas não generalizes. Eu não me lembraria de tal, principalmente num primeiro encontro, assim como me sentiria constrangida se a ideia partisse do outro lado :D Deve ser da idade, pois já passei os trinta, eheheh

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  3. Sapatos?! Acredita que nunca tal tinha ouvido... Sem dúvida que foram os sapatos que levaram a tal desfecho..
    Beijinhos
    http://chicana.blogs.sapo.pt/

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    1. Ahahah! Não o prpblema não foram os sapatos, de todo! Sou eu mesmo, que sou um parvinho :D

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  4. Também não consigo perceber a cena dos sapatos! Não lhe podia dar para ir lá noutra altura? :)

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    1. Sim, é verdade. Mas eu nem achei mal que ela quisesse entrar. Era pior não ter entrado e ter ficado o resto do dia a pensar nos sapatos. Mas quando me põe à prova é que as coisas descambaram ahaha :D

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  5. Jamais me lembraria de num 1º encontro levar o rapaz para fazer compras!! Que ideia!

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  6. Ohh, foi casual.. a rua tem muito comércio, muitos estímulos. E eu comecei a ver os olhos dela a brilhar, a olhar para a montra e pensei cá para comigo: "pronto, já estás!" E assim foi :D

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  7. Novo moral da história: Já sei que não me vão levar às compras quando sairmos pela 1ª vez!!! :D :D :D

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  8. A rapariga podia ter escolhido outro dia para ir às compras :o

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    1. Vá, foi só uma lojinha... :P
      Claro que, hoje, seria fácil estar aqui a dizer mal mas, como disse no texto, acabou por ser uma surpresa agradável, no seu todo. Este episódio é que foi o mais caricato :D

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