terça-feira, 22 de novembro de 2016

Bruxas na despensa?

Olá, caros!

Cá estou, de volta! Com mais um episódio desta série (de terror ou comédia, conforme entenderem) que é a minha vida.

Antes de contar o sucedido, uma nota inicial: eu não acredito muito em bruxas! Daquelas da vassoura e com o queixo alongado, entendem? Aceito que hajam coisas que eu desconheço, respeito e tal… mas não rejo a minha vida com base em superstições ou crenças desse género.

E porque é que estou com esta conversa? Pois bem, vou-vos contar, já de seguida.

Um dia destes, fui ao supermercado comprar pão (sim, ao mesmo da outra história, mas isso agora não é relevante). Aproveitei que lá estava e comprei mais umas coisitas, nada de extraordinário. Na hora de pagar, estava eu a pôr as coisas no carrinho (sim, porque eu levo sempre carrinho, mesmo que seja só para um par de artigos) e, até aqui, tudo bem. Neste momento é que acontece a primeira situação digna de nota. Sim, porque eu já topei as tácticas das operadoras de caixa: ainda está um tipo a arrumar as coisas e elas já estão: “Tem cartão? Quer saco? Contribuinte?”. Tudo isto com um único intuito: baralhar a, já de si, minha pobre cabecinha! Devem topar-me ao longe…

Bem, adiante! Não me deixo levar, pago e cá vou eu. Chego a casa, começo a arrumar as coisas e… nada de pão! “Ok, tem calma! Está no carro!” E lá vou eu a descer as escadas, com atenção para ver se tinha caído a meio caminho. Nada! Chego ao carro e… nada! Pensei: “Já sei! Quando fui pesar as bananas, pousei o pão em cima da bancada das cebolas! Bolas!!! Ficou lá!”

Por via das dúvidas, fui confirmar, verificando se, no talão, estava lá o pão. E não é que estava?! Eu paguei o pão! Até à caixa ele chegou! “Já sei!!! Com as pressas dos cartões e contribuintes, deixei o pão lá, depois de pagar!!! Grrrrrrrrrrrrrrr!”

“Pronto, amanhã tenho de improvisar no pequeno-almoço”, pensei eu.

Um pouco de sensatez, aqui a meio: é óbvio que não considero que a operadora de caixa tenha tido alguma culpa nesta situação. Eu é que sou muito distraído.

E pronto, como eu não sou de esconder as parvoíces que faço, cheguei a comentar o episódio com uma amiga minha: “És sempre a mesma coisa! Essa cabecinha…!” E ela tem razão. E, desta vez, nem sequer havia “covinhas” para me desestabilizar.

Conformei-me com a situação e continuei a minha vida. Acabaram por se passar 3 ou 4 dias sem pão, mas sobrevivi.

Eis que, ontem, acontece algo de extraordinário! Mágico! Assustador, ao mesmo tempo!
Vou à despensa buscar qualquer coisa, acto que terei feito uma série de vezes nos últimos dias, e… olho em frente… mesmo à altura dos olhos… e fico parado a olhar! Pasmado! Parvo! Estarrecido!

Na minha frente, solene, imperial e, ao mesmo tempo, tranquilo, jaz um saco de pão, imaculado, pousado na prateleira. MESMO À FRENTE DOS OLHOS!!!!!!

Como é possível??

Ora, regressando ao ponto inicial, eu não acredito em bruxas. Deste modo, tenho de acreditar noutra triste realidade: eu sou uma desgraça! É isto, não há outro termo! Devo ter ido pôr alguma coisa na despensa, pousei o saco do pão e ele ali ficou, invisível (aos meus olhos)...

Esteve ali, o tempo todo! Eu fui à despensa várias vezes, tenho a certeza!

Primeira reacção? Ri-me muito, ora pois! Sim, porque eu rio-me de mim mesmo. No final deste riso, naturalmente, veio o sentimento de autocomiseração: “Bolas, ‘solteiro-nos-trintas’… estas coisas não te deviam acontecer!”

Depois, pensei: “Bem, já que o pão apareceu, vamos comemorar com uma sandocha!!!” E assim foi. Estava já um bocadinho rijo, é verdade… mas soube que nem ginjas!!! :D



29 comentários:

  1. Pensando bem... tu não andas à procura de um amor - tu andas mesmo é à procura de uma emprega full time, com a cabeça no lugar e, já agora, com covinhas eheheheh

    ´PS: Não desesperas ó trintas, que eu já fui dar com a chave de casa no frigorífico, e só não perdi horas à procura, porque tinha chegado das compras e já não ia sair mais de casa - precisei de qualquer coisa e dei com elas, as chaves, ali mesmo à frente, fresquinhas :=))

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    1. Ahahah! Eu não procuro nada. Sou é um coração mole...
      Mas sim sou muito distraído. Curiosamente, vivi uns anos com uma pessoa parecida comigo, nesse aspecto (medo). Não chegava ao meu nível, mas pronto. às vezes a coisa descarrilava por completo. Mas lidávamos bem com isso.
      Coisas destas acontecem-me constantemente. A solução? Rir e seguir ;)

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    2. Coração mole? - Não estarás mais para... coração roto

      :=))

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    3. A culpa não é minha!!! Vocês é que são giras!!!

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    4. Ó trintas tu não passas de um puto volúvel e nós já vos topamos à légua :=))

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    5. Ahahah... talvez te surpreendesses... ;)

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    6. Eu... Também não acredito em bruxas :=))

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    7. Certo. Mas não negues, à partida, aquilo que desconheces :D

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    8. agahahahah
      Ó trintas tu táste a fazer a moi? ahahahahah

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    9. Fiquei curioso com o sorriso charmoso ahahahhah

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    10. Mas não é condição obrigatória ter covinhas?
      aiai aiai aiai já te disse que não tenho covinhas
      és mesmo um volúvel ahahahah

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    11. Fazes parecer que tenho um "público-alvo"...
      O que tenho é... uma pequena fraqueza com as ditas. Mas nem é condição "sine qua non" nem um critério único para me deixar "caidinho".
      Mas o que digo é que, se calhar, poderei ser diferente da imagem que transpareço aqui. E eu entendo bem qual é ;)

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    12. ò trintas, tás a levar isto para o sério e eu só estou na brincadeira, só na brincadeira mesmo ahahahahah

      PS: Claro que és diferente (não sei é quão diferente) mas presumo que não sejas essa pessoa que tentas (a brincar) fazer passar.

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    13. Qual levar a sério... ahahah! Já levamos demasiadas coisas a sério. ;)

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    14. Muito mais descansada ahahahahah

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  2. Também já me aconteceu, mas foi com detergente para a roupa, tinha arrumado no armário da mercearia ;)

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    1. Eu até o carro perco... nos centros comerciais habituais, tenho sempre de o deixar nos mesmos sítios. Nos novos, tiro fotos ao pilar com a identificação do pisa e do lugar :D

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    2. Mais uma.... também tiro foto onde fica o carro ahahahah

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    3. Até já deixei o carro no café e vim a pé para casa. Depois andei uns 10 min. à procura do carro, a pensar que tinha sido roubado...

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  3. Eheheh por acaso ainda pensei que o pão estivesse rijo "que nem cornos" e não desse para comer!! Afinal era pão do bom!!
    De vez em quando também perco o tino às coisas e o pior é que só dependo de mim para as encontrar. Por isso, muitas vezes o meu pensamento é "oh, há-de aparecer" e sigo com a minha vidinha...

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    1. Pois. A questão é que eu assumi mesmo que tinha deixado o pão na caixa.
      Enfim...

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  4. És mesmo cromo! Isso é o que dá quando se é solteiro aos trinta! :P

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    1. Verdade! Mas solteiro aos trinta é uma condição muito particular.
      Um dia abordo o tema, seriamente ;)

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    2. Solteiros aos 30 hoje, é normal e pode até denotar alguma maturidade

      Anormal, é mesmo, divorciado aos 30 (embora já se vá vendo como a normalidade)

      Bom dia trintas :=))

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    3. Até tenho medo do dia que abordares por aqui esse tema ;)

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  5. Bom dia!
    Não é preciso ter medo. As coisas são como são. Há quem escolha não ver, eu prefiro ver e não tenho quaisquer problemas em falar disso.
    Mas percebo que vai haver muita gente indignada com o tema. ;)
    Eu não sou divorciado, não sei se separado será o termo...

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    1. Ahh, mas é que vai ser mesmo polémico LOL
      Farei para que assim seja :P

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    2. Fico à espera, logo verei se devo gastar tempo com o assunto :=))


      Divorciado, separado, o que lhe queiram chamar, afinal, hoje,.
      já tudo nasce descartável

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