terça-feira, 22 de novembro de 2016

Bruxas na despensa?

Olá, caros!

Cá estou, de volta! Com mais um episódio desta série (de terror ou comédia, conforme entenderem) que é a minha vida.

Antes de contar o sucedido, uma nota inicial: eu não acredito muito em bruxas! Daquelas da vassoura e com o queixo alongado, entendem? Aceito que hajam coisas que eu desconheço, respeito e tal… mas não rejo a minha vida com base em superstições ou crenças desse género.

E porque é que estou com esta conversa? Pois bem, vou-vos contar, já de seguida.

Um dia destes, fui ao supermercado comprar pão (sim, ao mesmo da outra história, mas isso agora não é relevante). Aproveitei que lá estava e comprei mais umas coisitas, nada de extraordinário. Na hora de pagar, estava eu a pôr as coisas no carrinho (sim, porque eu levo sempre carrinho, mesmo que seja só para um par de artigos) e, até aqui, tudo bem. Neste momento é que acontece a primeira situação digna de nota. Sim, porque eu já topei as tácticas das operadoras de caixa: ainda está um tipo a arrumar as coisas e elas já estão: “Tem cartão? Quer saco? Contribuinte?”. Tudo isto com um único intuito: baralhar a, já de si, minha pobre cabecinha! Devem topar-me ao longe…

Bem, adiante! Não me deixo levar, pago e cá vou eu. Chego a casa, começo a arrumar as coisas e… nada de pão! “Ok, tem calma! Está no carro!” E lá vou eu a descer as escadas, com atenção para ver se tinha caído a meio caminho. Nada! Chego ao carro e… nada! Pensei: “Já sei! Quando fui pesar as bananas, pousei o pão em cima da bancada das cebolas! Bolas!!! Ficou lá!”

Por via das dúvidas, fui confirmar, verificando se, no talão, estava lá o pão. E não é que estava?! Eu paguei o pão! Até à caixa ele chegou! “Já sei!!! Com as pressas dos cartões e contribuintes, deixei o pão lá, depois de pagar!!! Grrrrrrrrrrrrrrr!”

“Pronto, amanhã tenho de improvisar no pequeno-almoço”, pensei eu.

Um pouco de sensatez, aqui a meio: é óbvio que não considero que a operadora de caixa tenha tido alguma culpa nesta situação. Eu é que sou muito distraído.

E pronto, como eu não sou de esconder as parvoíces que faço, cheguei a comentar o episódio com uma amiga minha: “És sempre a mesma coisa! Essa cabecinha…!” E ela tem razão. E, desta vez, nem sequer havia “covinhas” para me desestabilizar.

Conformei-me com a situação e continuei a minha vida. Acabaram por se passar 3 ou 4 dias sem pão, mas sobrevivi.

Eis que, ontem, acontece algo de extraordinário! Mágico! Assustador, ao mesmo tempo!
Vou à despensa buscar qualquer coisa, acto que terei feito uma série de vezes nos últimos dias, e… olho em frente… mesmo à altura dos olhos… e fico parado a olhar! Pasmado! Parvo! Estarrecido!

Na minha frente, solene, imperial e, ao mesmo tempo, tranquilo, jaz um saco de pão, imaculado, pousado na prateleira. MESMO À FRENTE DOS OLHOS!!!!!!

Como é possível??

Ora, regressando ao ponto inicial, eu não acredito em bruxas. Deste modo, tenho de acreditar noutra triste realidade: eu sou uma desgraça! É isto, não há outro termo! Devo ter ido pôr alguma coisa na despensa, pousei o saco do pão e ele ali ficou, invisível (aos meus olhos)...

Esteve ali, o tempo todo! Eu fui à despensa várias vezes, tenho a certeza!

Primeira reacção? Ri-me muito, ora pois! Sim, porque eu rio-me de mim mesmo. No final deste riso, naturalmente, veio o sentimento de autocomiseração: “Bolas, ‘solteiro-nos-trintas’… estas coisas não te deviam acontecer!”

Depois, pensei: “Bem, já que o pão apareceu, vamos comemorar com uma sandocha!!!” E assim foi. Estava já um bocadinho rijo, é verdade… mas soube que nem ginjas!!! :D



domingo, 20 de novembro de 2016

Compras de supermercado Online??

Olá, caros leitores!!! Como estão... os três??? :P

Estou a brincar! Nem sei se chegam a tantos. De qualquer forma, cá estou, para justificar esta minha ausência.

A verdade é que.... Já não estou solteiro!!!!!! :D

.
.
.
.
.
.
.
.

Mentira... :\


Na verdade, eu devo estar sob o efeito de algum feitiço. É tal e qual como a frase:

"Para eu gostar de alguém, é fácil: basta a pessoa não gostar de mim, ser comprometida ou morar longe!"


Enfim... Estou bem como estou! Livre, decido sozinho o que quero fazer, posso apaixonar-me várias vezes ao dia... enfim, um sonho! :)


E é mesmo disto que vos venho falar. Melhor ainda: pedir conselhos!

O que se passa é o seguinte... eu sou um parvo! Isto para quem me está a ler pela primeira vez, pois os outros já estão fartos de saber, não é verdade?

Adiante...

Aqui há tempos, quando fui às compras (uma das 3 ou 4 vezes, este ano), quando vou para a caixa, dou com uma operadora de caixa (daqui para a frente, [OC]) que nunca tinha apanhado. A sério! Eu lembrar-me-ia! E daí, talvez não... Mas pronto, a questão é que a rapariga... tinha covinhas!!! E já sabem que eu e as covinhas...

E ela meteu logo conversa! "Boa tarde! É preciso saco?" E eu, cá para mim: "É preciso saco... pois, pois... eu sei bem o que queres dizer com isso!" (Estou a ser parvo, de novo) 

Mas aproveitei e conversei com ela: "Sim, tenho cartão ________! Não, não é preciso contribuinte! Obrigado e boa tarde!"

Isto para aqueles que se põem logo: "Então, mas meteste conversa, ou não?" Claro, mano! Eu, é logo!" [Tristeza, tse, tse...]

Continuando... Como eu sou um gajo super inteligente, vai de olhar para o badge com o nome. "Tau, já está! Tem lá calma contigo que já te apanho no Face!"

Contudo, e apesar de não um nome tipo "Maria Silva", que existem milhões, só em Portugal Continental e Ilhas, nada de OC com covinhas :(

E pronto, passou-me.

Uns dias mais tarde, volto ao hipermercado e, no meio de um corredor, lá vem ela! Vinha ao telefone. Quando passa por mim, espirra! ("Olha, tem alergia a mim", pensei). E eu, assim meio "entre dentes": "Saúde!". Ela virou-se, riu e lá continuámos as nossas vidinhas.

Uns tempos mais tarde, eu na praia, a fazer aquilo que mais gosto (nada!), eis que... sim, é verdade! Aparece a OC das covinhas! 

E pronto, a partir daí foi um desassossego. Eu a querer descansar (sim, que estar na praia cansa) e o meu pescoço não parava quieto. Mas vá, portei-me como um homenzinho e não dei muito nas vistas.

Uns dias mais tarde, no barzinho habitual.... e lá vem ela, de novo! "Bolas, assim não dá! Eu a tentar esquecer, a tentar seguir com a minha vida... não há condições!"

Desde então, cada ida às compras tornou-se uma Odisseia. Eu já não sou um tipo muito certinho e, cada ida às compras, é, só por si, uma situação complicada. Primeiro, porque mesmo que tenha feito uma lista, esta ficou esquecida, em casa. Depois, tenho aquele problema de estar a olhar directamente para uma coisa e não a conseguir ver. Daí, mesmo com lista, é complicado. Para agravar, passei a ter de escolher a caixa! Claro, percorrer desde a caixa 1 até à 86, para ver a OC das covinhas! Uma canseira...

Porém, durante bastante tempo, deixei de a ver. Pensei: "Ok, já não trabalha aqui... não tenho sorte nenhuma!"

Mas, recentemente, voltou a estar lá! E eu, que já me tinha esquecido (quase, vá), vai de reavivar o interesse. E disse para os meus botões: "Solteiro nos trintas, vamos ser realistas: Tu não vais ser capaz de meter conversa para além dos cartões, sacos e contribuintes! Bem podes planear chegar à caixa e fazer uma piada ou até um elogio. Mas sabes que, na hora H, vais sair de fininho, começar a gaguejar ou sabe-se lá mais o quê (sim, o meu cérebro bloqueia, nestas situações). Só te resta uma coisa e ambos sabemos que não é a ideal, mas a possível: Vasculha o Face!!! Ela tem de lá estar!"

E assim foi! "Hummm, eu tenho um amigo que trabalha aqui, deixa ver... nada! Amigos deste cromo que também cá trabalhem, amigos dos amigos... Tcharan!!!!! BINGO!!!! Malvada!... O truque estava no apelido!!! Era diferente do que vinha no badge! Ok, não era fácil. Mas, como diz um amigo meu, "se isto fosse fácil, andavam cá outros!"

E dizem vocês: "Ok, adicionaste e ela? Aceitou?"

Pois... a verdade é que não adicionei... :|  

Porquê? Então... e depois, se ela não aceita?? Ou, se aceita, e depois eu meto conversa e ela não responde? Nunca mais vou ter coragem para ir às compras!!!!!! E, convenhamos, eu preciso de sobreviver! Por mim! Por vocês, para que continuem a ler as minhas interessantes histórias! (Ok, agora estou a exagerar). Mas entendem, certo???

O que é que eu faço??

E foi aí que se fez luz! "Bem, resta-me uma saída, caso corra mal: Compras de supermercado online!!!!!" :D 

E é assim, estou agora neste impasse: 

a) Adiciono e corre bem - Boa, win-win situation!

b) Adiciono e corre mal - Será que quero um daqueles cromos a escolher-me os frescos???


Por favor, ajudem-me! Digam-me o que fazer!

Desde já, o meu obrigado pela atenção! Beijinhos e abraços! (sem confusões, certo?)  ;)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Raio das covi......!

    Como é possível? Como? Assim, do nada? Assim, tão… fútil? Tão…

    Bem, devo confessar… sou um “fácil”… de apaixonar, ficar caidinho, entenda-se. Como já se dizia por aí: “Não pode ver uma burra de saias!”.

    Bem, em meu próprio abono, devo dizer que não é totalmente verdade. Sim, apaixono-me com alguma regularidade mas, diga-se e sublinhe-se, não acontece com tudo o que mexe. Ok, basta uma rapariga ser muito gira e (muito importante) ter uma boa personalidade e PUUFF!!! Já fui! Mas lá está, existe algum critério!.. ser gira e fofa :S

    Mas pronto, isso agora não interessa para nada! Ou, ao invés, interessa para tudo…

    E não é que uma amiga minha me diz assim: “olha lá esta minha amiga [NOME]. Vai ver ao face”. E pronto, o meu mundo nunca mais foi o mesmo. E eu nem sou muito de me impressionar com fotos. Isto porque, como todos sabemos, uma coisa são as fotos, outra é a realidade. Há pessoas que… vá lá… fotografam bem, digamos assim!!! Vai-se a ver, ao vivo, e… CREDO! Ai que medo!!!!!

    Tipo isto:




    Voltando ao essencial, fiquei perdido… e fiz a minha amiga saber aquilo que fez! Desgraçou-me!! Estava eu, sossegado da vida e vem ela e faz-me uma destas!!! Não há direito!!! Bolas, pá!!! E agora?? Grrrrrrr…..

    Mas eu, com o espírito crítico e científico que me caracteriza, pensei: “Calma, vamos lá entender o que se passa. Respira… Sossega… Compreende!” E Assim, fiz. Tentei analisar a coisa de um ponto de vista objectivo, científico e racional. E, claro, cheguei a uma conclusão: o problema foi encontrado! Já percebi tudo! O mistério foi desfeito! Tcharan!!! Não restam dúvidas! Foi isso!!!!
    Querem saber?? Ok, se chegaram até aqui, deve haver uma réstia de curiosidade. Então eu digo. O problema foi….:

    As covinhas!!!!

    Ela tem covinhas!!! Vocês sabem… aquelas covinhas nas bochechas, quando ri! Fogo, pá!!! Com covinhas eu não consigo lidar!!! SOCORRO!!!!


    Claro que obriguei a minha amiga a fazer alguma coisa. Como? Primeiro, fi-la sentir-se culpada por me deixar neste estado… hummm… desconfortável. Depois, alguma chantagem emocional: “Mas tu não queres a minha felicidade? Não me recomendarias à tua amiga?” Ok, aqui corri alguns riscos, mas tive o cuidado de fazer um “ar de cachorrinho abandonado”. Depois de tanto a chatear, ela lá fez algo: disse-lhe, por mensagem, que tinha um amigo que tinha gostado de uma foto em que estavam juntas. De resposta, veio um “LOL”… Mas pronto, um “lol” é um “lol” e todos sabemos o que significa: Nada! Não significa nada! Nem bem, nem mal.

    Agora, a minha amiga diz-me para meter conversa com ela. Eu, respondo que não: tenho vergonha e, para além disso, que mensagem é que estou a passar quando meto conversa com uma desconhecida? Que gostei da parte física? E o interior? A personalidade? A alma? O coração… Não! Isso não pode ser assim!

    Mas, enfim… É como diz aquela frase bonita que aparece, vezes sem conta, no Facebook: “Se queres que aconteça, faz”. Ao que eu acrescento: “Ou então, convence alguém a fazê-lo, por ti! Sê persuasivo! Se for preciso, faz chantagem! Implora! Faz birrinha! Bate o pé!”

    E, neste momento, vocês pensam: “Olha-me este parvo! Vê umas fotos e fica assim… tse, tse..”

Ao que eu respondo: “Meu caro/a: não sou diferente de ti! A única diferença é que eu tenho ‘cara-de-pau’ para vir escrever estas merdas num blog. Portanto, deixa-te de pseudo-moralismos da treta e dá-me sugestões! Vá, mexe-te! Não estamos a ficar mais novos!”

Beijinhos e abraços!

domingo, 2 de outubro de 2016

Encontros imediatos do 3º grau II

Olá!

Pensavam que a saga dos "Encontros imediatos do 3º grau" ia ficar-se pelo primeiro episódio?? Não, não!!!

Pois bem, hoje trago-vos o relato de um novo encontro fantástico!

Mais uma vez, primeiro encontro, combinado com naturalidade e espontaneadade. Algo do género: "às 21h30 no centro comercial de [local]". 

"Ok, deixa lá ver no gps, já que sou um desastre em orientação", pensei eu. Mesmo assim, mesmo com as ajudas da tecnologia, não é de confiar, eu perco-me sempre! Mas, chegada a hora, lá me faço ao caminho. E, para grande surpresa, ainda não era a hora marcada e já eu estava no centro comercial!
Fiz um pouco de tempo (expressão parva, na verdade) e, pouco depois, liga-me: 

- Então, já aí estás?
- Sim, sim, já cá estou!
- Ok, estou mesmo a chegar! Cinco minutos e estou aí. Estás em que zona?
- Estou mesmo em frente à Worten.
- Ok, até já!

Brilhante, não acham? Eu, pelo menos, lembro-me de me sentir orgulhoso. Afinal, cheguei ao sítio certo, antes da hora. Como tinha cinco minutos, resolvi dar uma volta pelas lojas ali ao pé. Passado um pouco, toca o telefone:

- Estou mesmo a chegar!
- Ok, eu cá estou, em frente à Worten (à medida que ia regressando ao local).
- Até já!

Passado um minuto ou dois:

- Sim? Estás mesmo onde?
- Em frente à Worten (e olhei para cima, a confirmar, não fosse ter-me enganado)
- Humm... eu estou também e não te vejo!

Aqui, começa-se a instalar o pânico: "Mau, o que é que pode estar a acontecer?" Mas ela, querida (e condescendente), continua:

- Então, mas diz-me: o que vês, quando estás de costas para a entrada da Worten?
- Vejo umas escadas rolantes...
- Oh, meu Deus [disse ela, baixinho]... estás no centro comercial errado! Não te mexas, eu já vou aí ter contigo!

Pois é... eu devia ter suspeitado! As coisas simples, comigo nunca são simples! Bolas, como é que eu não verifiquei se havia mais do que um centro comercial na zona? Porque segui as indicações para o primeiro que apareceu?

E lá fiquei eu, à espera, seguindo, rigorosamente, as últimas indicações: "Não te mexas!"

Começou bem, o encontro [NOT]. Felizmente, o resto da noite correu bem e com tranquilidade... porque foi ela a tomar as rédeas...

Se voltámos a sair? Não, mas fica o episódio para se rirem de mim...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Bicho do mato!

Olá!

Hoje vou só fazer um pequeno desabafo.

Sim, sou um bocado bicho do mato! Não no sentido de ser envergonhado e não me querer dar com outras pessoas. Nada disso! É mais no sentido de, para além de gostar do meu espaço, não sou muito de visitar... fazer visitas, sabem?

Gosto de saber que estão bem, mas não faço visitas de cortesia. Ou até faço, mas é mesmo só se me apetecer. E, para ser franco, apetece-me muito poucas vezes. "Ah e tal, não podes ser assim!" 

Bem, na verdade, até posso! E sou! E não me importo nada com isso! Sou genuínuo e, "hoje, não me apetece visitar-te! Mas isso não quer dizer que não goste de ti. Quer dizer que... hoje, não me apetece visitar-te!" É difícil entender???

Nunca fui muito adepto do "socialmente aceite" ou das "regras sociais". Faço o que me apetece, desde que isso não prejudique ninguém, claro.

Agora, não vou a festas, casamento, funerais, etc. se não me apetecer! 

- "Aii, parece mal! O que é que as pessoas vão pensar?"
- "E eu estou-me c....ando para isso!!! A sério, não quero saber!"

As pessoas que me conhecem bem, sabem que sou pouco previsível, nesse sentido. Sabem que, se não for à festa do seu aniversário, continuo a gostar muito delas mas que, naquele momento, estaria a fazer "um frete" se lá estivesse. E, se calhar, apenas fiquei em casa a ver TV ou a fazer outra coisa qualquer pouco estimulante. Mas foi a minha escolha.

DEAL WITH IT!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Estou aqui!

Não, não estou comprometido ;)

Estive uns dias ausente. Primeiro, a preparar uns diazinhos de férias e, depois, a aproveitar o descanso do guerreiro!

Agora, a beber um gin tónico caseiro e a ouvir musiquinhas engraçadas e que não oiço habitualmente.

A verdade é que fartei-me de fazer coisas nestas férias!!!...

Mentira! Não fiz absolutamente nada!!! Rien!!! Nothing!!! Tem sido, mesmo, estar "de papo para o ar" e sentir o tempo a passar. E, neste campo, o Einstein tem mesmo razão: o tempo é relativo! Quando estou a trabalhar, parece que pára, por vezes. Agora, que estou de férias, passa a correr! Não está certo!

Bem, mas eu vim só aqui para vos tranquilizar. Sim, a vocês! Os meus dois... vá, três, seguidores...
Vou voltar, muito em breve, com mais revelações bombásticas!!!! Virei aqui expôr as minhas desgraças, para depois rirmos muito, todos! :D

Não deixem de vir, ok?

Beijinhos e abraços!

sábado, 3 de setembro de 2016

Encontros imediatos do 3º grau I

  Olá! Hoje vou contar-vos uma das minhas saídas com raparigas, assim… meio às cegas. Sim, claro que já o fiz! Tu também, portanto abstém-te de comentários pseudo-moralistas ;)

  Vamos ao que interessa. O caso que vos conto, começa com a insistência de uma amiga minha, no sentido de eu “ter” de conhecer uma amiga dela. Falou-me um pouco dela, traços gerais e afins. Eu, como habitualmente, a ouvir e sempre na palhaçada: “Estás a impingir-me uma encalhada, está-se mesmo a ver” e coisas assim do género. Para ser sincero, retive pouco da informação. Contudo, um dia recebo um pedido de amizade no facebook e, ao fim de momentos de total “anhanço”, lá percebo que é a tal rapariga. Muito bem. Pelas fotos (sim, claro que fui ver e apreciar, dahhh), parecia uma rapariga normal. Nada de fantástico, mas também nada de fugir. Fico na minha e, ao fim de umas horas, ela mete conversa no chat. E assim começa a história.

  Ao longo de várias semanas, eventualmente, meses (sou péssimo com datas… e com nomes… e com caras…), lá fomos conversando e sabendo um pouco mais um sobre o outro. Com o tempo, a rapariga começou, apesar de tudo, a revelar um aspecto menos positivo da sua personalidade… como é que eu hei-de explicar… bem, nós ainda nem nos conhecíamos pessoalmente e ela já parecia que “cobrava” se eu não dava atenção: “Nunca mais me ligaste nenhuma”; “Se não quiseres conversar mais, diz, porque eu já percebi”; “Antes falavas mais, agora já não… e eu sei que falas com outras pessoas”. MEDO!!! Bem, eu já não sou muito a favor de “arranjinhos”, mas esta forma de estar fez-me, realmente, perder a maior parte do interesse.

  Um dia, depois de um período em que deixámos de falar regularmente, lá surge o convite para irmos “tomar um café”. “Ok, não há-de ser muito mau”, pensei eu. Tinha outro evento, antes, e combinámos perto do local onde eu já estaria. Quando fico despachado, vou para o local combinado. Porém, nesta altura só me apetecia ir para casa. Não estava com vontade nenhuma para ir sair e só pensava “bem, ela é um bocado stressada e complicada, isto não vai correr bem… tiram-me daqui!!!”.

  Às tantas, enquanto espero, reparo numa rapariga giríssima, que vinha do meu lado esquerdo: “Wow, tão gira! Mas, espera, não vou estar a olhar para a moça, porque a outra deve estar a chegar e, se me vê a olhar para outra rapariga, para além de não parecer bem, é possível que ainda faça alguma cena de ciúmes, ou sei lá”. Sim, nesta fase, aliada a minha pouca vontade de fazer o que quer que seja, estava na minha memória a “personalidade difícil e complicada” que eu havia já preconcebido. Então, lá desvio o olhar da rapariga gira e olho em frente, para o vazio… mas, sei lá… é mais forte que eu: “Eu tenho de olhar, vá lá! Só mais uma vez, assim rapidinho! Faz de conta que estás a olhar casualmente! Vá, bora!”. E olho! Qual não é o meu espanto :O A rapariga vinha a rir-se para mim! “Não pode!”, pensei eu. Mas era mesmo! Era ela!!!

  Vocês perguntam: “Mas tu não tinhas já visto fotos dela?” E eu respondo: “Sim, mas eu quando disse que era péssimo com caras, não estava a exagerar”. Talvez haja aqui uma atenuante. Enquanto que algumas pessoas ficam melhor nas fotos do que ao vivo, outras terão o efeito contrário. E este “exemplar” era um destes últimos casos! Resumindo: como eu costumo dizer, “era mesmo o meu número!” :P

  Feitos os cumprimentos habituais, lá fomos, rua fora, sem um destino definido (típico da minha parte). Azar dos azares: rua povoada de lojas de moda. Nem trinta metros andados, ela lá vê uma loja de sapatos e… toca a entrar!!! Ainda pensei em ficar cá fora, mas achei que não seria muito bonito. Mas já sei como isto funciona: Loja de sapatos + rapariga = Vai correr mal! Mas pronto, lá entrei. Já lá dentro (e eu a pensar, “bem, deve ser só uma vista de olhos, não tarda regressamos a terreno seguro”), ela fixa-se numa das prateleiras e eis que acontece: “Vá, ajuda-me a escolher! Diz-me dois pares, destes todos que estão aqui!”… e eu fiquei azul! Escolher sapatos?? Oh, minha amiga… Bem, lá tive de me desenrascar. E como é que eu o fiz? Vejam lá se fui esperto ou não: Olhei para os sapatos que ela trazia (era uns “botins”, ou lá como se chamam) e tentei comparar com os que estavam expostos. De seguida, com um ar de extrema confiança (por dentro eu estava assim… pequenino, muito pequeniiiiiiino) digo: “estes e… estes! Ãh, que tal?”. E ela faz um ar de… condescendência e diz: “Sim, boa escolha”. Na verdade, soou mais a “bolas, miúdo, estás mesmo à nora! Se eu algum dia usaria isto! Tse, tse…”. E lá saímos…

  Depois disto, jantar, conversa animada, passeiozinho de despedida e, verdade seja dita, foi uma boa surpresa: acabou por ser muito agradável, contrariamente ao que eu esperava. Foi divertida, muito bem-disposta e agradável.

  Todavia, o tempo e novos “eventos” voltaram a revelar uma personalidade complicada, “cobranças” sem sentido e muita ambivalência. Eu, que sou uma pessoa calma e agradável, um dia tive mesmo de antecipar o final de um jantar. Mas nada de arrependimentos! Ainda mantemos o contacto de tempos a tempos.


  Moral da história: Não sei bem, mas assim de repente, não antecipar desgraças; Não confiar nos meus sentidos; e, sobretudo, não sou bom a escolher sapatos!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Ciclos...

E…


E aquela falta de ar repentina, aquele arrepio que sobe até ao pescoço…?
E aquele sorriso tonto, quase infantil, puro e genuíno?
E aquele apertar, um aperto firme, sem magoar…?
E aquele entrelaçar de dedos, muito mais do que um “dar de mãos”?
Aquele encostar de cabeças, aquele toque de rostos, o cheiro dos cabelos…
E aquele toque, aquele cheiro, aquele sabor…
E aquele olhar… sim, aquele olhar!

E aquela dor? Aquele rasgar…
E aquele perder de forças… aquele puxar?
E o chão, o chão que foge dos pés…
E aquele sabor… amargo, metálico, que nos tolda o paladar…
Aquele frio, que gela… aquele vazio…
Aqueles dois, que foram um… agora… um, é um… o outro, nenhum…




Recomeçar…

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A máquina de lavar roupa...

A máquina de lavar roupa... 

Para quem não sabe, até sou bastante desenrascado na maior parte das coisas que favorecem uma existência agradável a mim mesmo. Refiro-me, claro às "lides domésticas".

Obviamente, estou a falar dos mínimos que permitem a minha sobrevivência, nada mais do que isso. Mas sim, sei aspirar, tratar da loiça, cozinhar, limpar o pó... Mas vamos por partes.

Aspirar até chega a ser engraçado. Ver o lixo a ser sugado pelo cano acima até tem o seu "quê" de curioso. Faz-se a coisa assim "às 3 pancadas" e está impecável!

Lavar o chão também é fácil. No fim, ficam sempre aqueles "espaços em branco", áreas em que a esfregona não passou (mas, afinal, o espaço e tempo são relativos... não sei se tem alguma coisa a ver).

A loiça, já é mais trabalhoso. No meu caso, existe sempre uma questão que não consigo resolver. É o seguinte: imaginem uma máquina cheia de loiça lavada. Segundo a mente feminina, a loiça deveria de ser arrumada, imediatamente. A meu ver, este ponto não está claro. Porquê? Porque dentro da máquina também está tudo arrumadinho!!! Ou não??? E é menos o esforço de estar a tirar tudo, a arrumar nos "locais correctos" e depois voltar a ir a esses locias quando for preciso. Assim, está ali na máquina e é ir lá à medida que for preciso.
Ok, tem um inconveniente: é que a loiça suja não pode ir directamente para a máquina e fica a acumular no lava-loiça... e? É só definir bem o ponto em que ainda temos a loiça lavada (e arrumada) na máquina e o pnto em que já não é admissível ter loiça suja no lava-loiça. Certo, mas aqui já só temos uma percentagem muito reduzida de loiça lavada para arrumar. 
Mas pronto, deixem as vossas opiniões. 

Quanto ao pó, apenas uma breve referência: o que não dá para "dar um jeito" com o aspirador, vai de pano amarelo e aquele spray que até deixa um cheirinho. E sim, nós rapazes deitamos sempre mais spray do que necessário...

A cozinhar, sinto-me (e digo com orgulho) um cozinheiro acima da média, pelo menos dentro do género masculino. Já me aventurei por refeições bastante elaboradas e, regra geral, corre bem. Desde que estou solteiro, porém, cada vez menos faço refeições mais complicadas.

Agora, o meu calcanhar de aquiles é tratar da roupa!!! E, se passar a ferro foi algo que tive de aprender do zero e ir aperfeiçoando a técnica (e ainda estou muito longe de fazer um trabalho aceitável), lavar a roupa na máquina é uma ciência pela qual tenho muito respeito. Na prática, só sei isto: 

- Roupa clara vs roupa escura... com as dificuldades inerentes a uma tal decisão (azul é claro ou escuro? a partir de que tom uma peça passa a ser "escura"?);

- Colocar detergente e amaciador (não colocar perguntas... fazer!)

- 30º, roda o botão para a direita, "INICIAR", rezar...

Quanto ao tipo de tecido? Meus caros, nem vou por aí. Uma vez mudei as rotações para torcer ou lá o que é e nem vos conto... a máquina já vinha no meio da cozinha!!! E eu a pensar: "Maravilhas da tecnologia! Será que já lavou e agora vai para a varanda para estender??" Não ia... :((

Aquelas rodinhas não são intuitivas... e eu sei lá o que é lã e o que é sintético?? Eu já tenho de conhcer os plantéis de todos os clubes da 1ª Liga, saber diferenciar os diversos tipos de cerveja do mercado, etc... como posso ter espaço, agora, para aprender as diferenças entre os tecidos e entre os tons dos mesmos, as temperaturas a escolher...

.... prioridades, ok? ;)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cães à luta!

Boas, meus caros!

   Isto de estar solteiro (ou ser solteiro, ainda não sei) tem as suas particularidades. Algumas, vou descobrindo aos poucos. Nem todas boas, nem todas más.

   Claro que é bom ter um compromisso com alguém, o amor e tal… sim, é! Mas não é disso que estou a falar. Estou a falar dos pequenos pormenores, de coisas mais superficiais, pequenos elementos diferenciadores das duas situações.

   Por exemplo, por vezes sinto falta de chegar a casa e ter alguém à minha espera (com o jantar feito, então, era excelente), alguém que me pergunte como correu o dia, que me dê um abraço e essas coisas lamechas por aí fora… Brutal, seria algo do género: “Amor, estás com um ar tão cansado e tão tenso… deita-te ali na cama que vou fazer-te uma massagem relaxante. A seguir, vou-te preparar a tua refeição favorita, terminando com aquela sobremesa que adoraste no passado fim-de-semana! Depois, fico ao teu lado, a dar-te miminhos, enquanto vemos o futebol!” OK, ACORDA!!!!! ESTÁS A SONHAR OUTRA VEZ!!! Continuando… claro que é bom ter alguém com quem conversar, partilhar aqueles momentos especiais que só são possíveis com aquela pessoa. Claro que é bom viver a dois, deixemo-nos de tretas! Contudo, apenas quando é verdadeiro, quando é certo, quando aquelas duas pessoas se excedem mutuamente, apenas por estarem uma com a outra (foi lindo, não foi?).

   Por outro lado, e relembrando que estamos no âmbito da superficialidade, estar solteiro também tem as suas vantagens ou, dito de outra maneira, os seus pontos positivos… menos negativos… whatever!
   E, não me alongando muito, quero apenas referir dois momentos particulares em que sinto isso mesmo. Um deles, repete-se ciclicamente: o “ir às compras”! Pondo isto de forma simples e directa: ODEIO!!!!! NÃO QUERO!!! NÃOOOOO!!!! E a vantagem da situação actual é que… só vou se quiser :D E chego a pensar, mesmo: “Humm, tenho de ir às compras… mas não me apetece… olha, não vou!” E sorrio, lembrando: “Aqui há uns tempos atrás tinha de ir e mais nada. Porque… ‘tem de ser’” Agora, usufruo do livre arbítrio (oh, abençoado) e, maioria das vezes, fico em casa, gozando do meu poder de decisão: AQUI MANDO EU!!! SOU O REI NO MEU CASTELO!!!!! FAÇO O QUE EU QUERO, OUVISTE???... …. … Hummm, estou aqui a gritar com quem? Tem juízo, pá! Tse, tse... Vergonhoso...”

É óbvio que é recorrente faltarem-me coisas em casa e que, por vezes, sinto fome à noitinha e a única coisa disponível é algo tipo chispalhada à transmontana (ideal para apaziguar o estômago a meio da noite)… mas pronto, só vou às compras se quiser. Toma!

   Mas, mais recentemente, tive um novo vislumbrar da beleza que é a vida de solteiro. E é esse que quero enfatizar, por ser mais recente e por me ter feito soltar um sorriso largo. Sorriso sarcástico, de gozo… pelo ridículo, quiçá.

   Imaginem o seguinte cenário: dois cães, três, quatro, uma matilha… completamente atiçados uns contra os outros, furiosos, cheios de energia. Nisto, são largados uns por cima dos outros. E entram numa luta desalvorada, épica, uma coisa nunca antes vista. E a luta dura e dura, por várias horas, uma coisa impressionante.
   
   E vocês perguntam: “Mas qual a finalidade desta imagem mental?” Bem, contextualizando, estou eu preparado para ir descansar, ao fim de um dia de trabalho complicado. Estou cansado, preciso mesmo de me deitar e não pensar em mais nada. Visto o pijama e, antes de me deitar, por mero acaso, calhou olhar para a cama antes de lá cair. E, na verdade, o que parecia era que aquela luta de cães tinha tido lugar ali mesmo! Sim, ali! Na minha cama! Os lençóis estavam revoltados, a colcha enrolada sobre si mesma cerca de um milhão de vezes, as almofadas numa disposição ilógica…


   E eu, simplesmente… sorri e soltei uma pequena gargalhada. Algo do tipo: “ok… não quero saber, vou-me deitar mesmo assim”. Se isto teria sido possível há uns tempo atrás? Nem por sombras! Caminha sempre feita! E, em paz, deito-me e passei, certamente, uma bela noite de sono.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A menina do carro preto

   Aqui há dias, vinha eu todo contente a caminho de casa, a conduzir e a cantarolar como se estivesse num estádio a dar um concerto para 50.000 pessoas, e passo por um carro preto, conduzido por uma rapariga… gira, vá… e, no meio daquela “actuação”, saúdo a menina, com um aceno e um sorriso, por entre a letra da música Anna Júlia, dos Los Hermanos (sim, eu sei, mas era o que ia a dar…). A simpática condutora (felizarda, por não me conseguir ouvir) retribui com outro aceno, devolvendo o seu sorriso… o que me fez derreter todo! Tive de ir buscar uma colher para me apanhar do chão do carro :P
  
 Enfim, aquilo passou… Passaram-se uns dias, umas semanas e, de quando em vez, ao passar na mesma zona, lá me lembrava da situação e pensava: “Tonto! És mesmo parvinho! Agora andas aí a acenar às pessoas? Que vergonha!!!... Bem, mas gostava de voltar a encontrar a menina…”
   
   É aqui que vocês estão a pensar: “Olha-me este depravado, a armar-se em engraçadinho com as donzelas”. Na verdade, não sou o tipo de pessoa que se mete com as outras. Sou divertido, até um pouco extrovertido, mas sou mais do tipo “low profile” quando não conheço os outros. Naquele dia, não sei o que me deu. Talvez pela descontração, talvez por ter reparado que vinha a fazer uma daquelas figurinhas, a cantar no carro e sentir que alguém reparou na triste figura.
  
 Aqui há dias, eis que, para surpresa minha, volto a passar por um carro preto, da mesma marca e, claro, vai de olhar para ver se… e não é que era mesmo?!?! Bem, eu sou mau com caras, mas, desta vez, reconheci logo a simpática menina! E cá vai disto: um largo sorriso e novo aceno!
   
  Acho que ela me reconheceu. Não de imediato, presumo, até porque eu vinha num carro diferente (isto eu a supor que ela ligou alguma coisa ao outro episódio e que se recordava de alguma coisa – my wish…). E lá vem, novamente, aquele bonito sorriso e o aceno simpático.
   
     Então eu penso: “Bem, está a sorrir e a dizer “adeus” com uma mão e, com a outra, está a marcar o 112, para dizer que está um maluco na auto-estrada a acenar-lhe e a meter-se com ela. E já não é a 1ª vez…”.
   
  E lá seguiu, atrás de mim. Claro que aqui eu já estava a morrer de vergonha, sem saber o que fazer. De vez em quando, sorriso para aqui, sorriso para ali… Até que chegámos ao ponto de separação. Íamos seguir por sentidos opostos. Ficámos lado-a-lado… MEDO! “E agora!? Fujo? Finjo que não estou a reparar? Abro a janela e digo alguma coisa?... Não, isso não! Vai sair um disparate, de certeza!”

   E é aqui que algo se apodera de mim e, sem ainda hoje saber como é que fui capaz, faço o sinal típico de “vamos tomar um café?” :O

   A gentil moça sorri novamente e, de uma forma que nem consigo descrever, acena negativamente com a cabeça. É que fê-lo de uma forma… tão fofa que nem se coaduna com uma recusa! Não foi de forma rude ou convencida. Foi algo do tipo: “Não… mas muito obrigada!” E eu, fiz um sinal com a mão, como que a dizer “ok, desculpa ter perguntado”. E lá seguimos, a sorrir.

   A verdade é que, agora, venho sempre com vontade de voltar a encontrar a menina do carro preto. É parvo, eu sei, e não significou nada. Mas venho mais atento ao trânsito… se é que me entendem.

Se a situação mexeu comigo? Claro que não!!!!!

 Ok… mexeu um pouco :S  

   Sim, somos adultos, mas a idealização está sempre presente: “E se ela aceitar o café da próxima vez, se eu voltar a convidar? E se é uma rapariga fantástica? E se o nome dela… é Anna Júlia!?”

   Mas também está sempre presente aquela vozinha: “Está quieto! Deixa-te disso! Não passes vergonhas! Segue com a tua vidinha e esquece isso! Ela é casada… tem herpes. É muito chata e passa-se quando vê as coisas desarrumadas. Não te vai ligar nenhuma! Vai ser uma lapa! Cheira mal do pés!”

   E agora?! E se houver próxima vez? O que faço? Sim, digam-me: O que faço??

   Bem, o mais provável é que não aconteça nada. Vou passar e fingir que não reparei… mas lá que foi engraçado, isso foi! :D



   PS: Menina do carro preto, se estás a ler isto… não, não sou um maluco depravado… ok, talvez um pouco doido, mas assenta-me bem :P Hummm…  hoje aceitas um café? :%)

sábado, 20 de agosto de 2016

"Sim, estou solteiro. E você vai ter que ser (...)"

"Sim, estou solteiro. E você vai ter que ser muito incrível para mudar isso"

Bem, como começar?... 

De vez em quando, lá surge esta frase nas redes sociais, muitas vezes partilhada por alguém nosso conhecido. E eu leio e... surge-me logo um pensamento que não consigo evitar. Mas já lá vamos.

A frase faz algum sentido. Refere-se, especificamente, a pessoas solteiras e, de facto, todos procuramos alguém que seja diferente do comum, alguém "especial", que nos faça sentir aquelas "borboletas no estômago" (eu sinto isso quando tenho fome ou algum desarranjo intestinal, mas pronto... vocês conhecem a expressão), alguém que nos faça sentir apaixonados, etc., etc., etc...
Ainda assim, a frase refere o "muito incrível". Ou seja, não basta ser incrível: tem de ser MUITO incrível! Senão... "prefiro manter-me solteiro".

É isto, certo? Estou a analisar bem?

Quanto a mim... concordo! Se é para mudar de estado, se é para assumir um compromisso com alguém, bolas... convém que seja alguém assim, uma rapariga fantástica, que não ofereça dúvidas, que me arrebata, que traga mais e melhor ao que eu já tenho.

A minha questão é: "Mas eu tenho que anunciar isso? Tenho de colocar o aviso?". Pela parte que me toca, não o irei fazer. Sinto que é irrelevante. Mas pronto, cada um sabe de si e eu não estou aqui para criticar (ok, às vezes estou).

Quanto ao pensamento que me surge sempre que vejo a frase, este refere-se à minha interpretação da manifestação subjacente à mesma. E eu confesso: Não consigo deixar de pensar que está aqui presente um fenómeno de contradição. Isto porque eu leio a frase mas, dentro de mim (mente perversa, cheia de maldade, sarcasmo e maldizente), surge uma interpretação transformada que me faz "ler" e perceber que o que a pessoa quer dizer é, mais ou menos, isto:

"Sim, estou solteiro. E você vai ter que ser... opá!!! Vai ter que ser nada!!! Eu estou desesperado! Preciso de alguém!!! Podes ser uma besta, mas eu estou tão carente e miserável que vais servir na mesma! Socorrooooo!!!!!!! :'( "

Ok, fui mauzinho, eu sei! Mas sinto sempre algo como "Sim, está bem... deve ser a tua frase de perfil do Tinder... right!"

Peço desculpa pela insolência, pois muitos até usam a frase no seu real sentido... Sim, tipo tu que estás a ler isto e foste a correr apagar a frase do teu perfil! AHAHAH, APANHADO!!! :D 


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Oásis no deserto... portas de entrada...

Já imaginaram o seguinte cenário:

Vão a caminhar no deserto, cansados e sedentos. Ao longe, avistam um oásis. As palmeiras e tal... ganham um novo ânimo e avançam, revigorados por tão bela visão. Ao chegar, podem acontecer duas situações:

a) O oásis é real! Água cristalina, límpida, fresca! Côcos! Sombra!
b) Era uma miragem...

A meu ver (ou, pelo menos, no meu devaneio de hoje), as relações são como oásis. Por vezes, com alimento, água fresca que nos mata uma sede saudável, um paraíso do qual não queremos sair. Contudo, a água pode secar! O alimento esgotar-se! Não fizemos por prosperar... Ou até desenvolvemos esforços para tal, mas o solo no qual depositámos o nosso esforço... não era fértil... se é que me entendem...
Ou então, desilusão... era só uma miragem! Aquilo que vimos nunca poderia ser o nosso porto de abrigo. Não havia nada ou, o que havia, não servia para nos consolar: a água não era potável!

Seja como for, há duas alternativas: esperar que, por milagre, nasça ali água, surja alimento ou... continuar o nosso caminho, rumo ao nosso destino. E pode ser que surja um oásis real, entretanto.

As relações, de um certo ponto de vista, funcionam da mesma forma: ou um oásis que era real mas já secou, uma relação que foi boa mas que, seja lá porque motivos, já não dá mais frutos. Ou, no caso de algo mais recente, a água era uma miragem. Aquilo não serve para nós, não existe... era uma ilusão. A outra pessoa não era aquilo que esperávamos, ou até parecia que era mas... simplesmente, não sentimos! Foi um "erro de casting". E não faz mal! O que faz mal é ficarmos presos num "passado", numa "história"... uma história que mais não é do que vestígios mnésicos de algo que já não existe. Ou então, ficarmos presos na esperança de que o outro lado se torne naquilo que nós queríamos que fosse. Pior ainda, presos na esperança que nos possamos tornar em algo que não somos. Meus caros:

"What you have been is what you are". Significa que nós somos aquilo que temos sido, não aquilo que gostariamos de ser. 

Percebermos quem somos e aquilo que procuramos, é algo que vamos descobrindo ao longo da vida. Alguns nunca o conseguirão, pois preferem culpar o exterior ao invés de "olhar para dentro". Os que procuram a resposta (e alguns que a encontram), serão recompensados. Estão mais atentos a si mesmos e ao seu redor. As coisas boas acontecerão mais facilmente e serão evitadas as menos boas.

E é assim que nos viramos para as portas! Vamos lá!

Às vezes também funcionamos como portas de entrada (hoje estou muito metafórico). Tem a ver com a nossa disponibilidade para deixarmos alguém entrar. Podemos optar: "Agora, quero ter a porta fechada!"; Ou então, "Para esta pessoa, a porta está aberta!"; "Estou reticente, está apenas entreaberta". E, para uma mesma pessoa, a porta pode encontrar-se, em momentos diferentes, aberta, fechada (trancada às 7 chaves!, quiçá) ou assim-assim. 
Podemos, porventura, deixar entrar a pessoa errada. Ou, não menos mal, fechá-la à pessoa certa! 

Só uma dica: Se a porta estiver trancada, ninguém pode entrar... Mas também não poderão sair ;)
E há um mundo lindo, lá fora! E, dentro de casa... não há oásis!

O truque??? Pois, não sei... ser cauteloso ou mais do género "Olha, que se lixe! Logo se vê!" Não sei dizer. 

O que tenho feito? Sigo aquilo que sinto! Se me enganar?...

...Quantas vezes cair, tantas outras me levanto!

domingo, 14 de agosto de 2016

Olha que bom! Não há água!

Meus caros!

E não é que surge uma excelente oportunidade para mais um post?

Dia excelente de praia, a água estava óptima, calorzinho bom, miúdas giras... enfim, acho que me estão a perceber ;)
Vim cedinho, pois logo vai haver farra da grande. Já gozei a minha prainha e vim para casa para me despachar.

Chego a casa, preparo tudo para a banhoca... só falta uma coisa: a água!!!! "Bolas, ia dar um jeito à barba e tudo... ok, sem stress". Ainda corria um fiozinho de água na torneira, o suficiente para molhar o cabelo e tirar uma parte do sal. Até há quem diga que é bom deixar  o sal no corpo umas horas, portanto vamos ver o lado positivo. E é isto! Daqui a nada arranco e pronto.

Ora, vamos lá analisar a situação e comparar com os tempos em que vivia junto. Estão a imaginar, não?:

STRESS EM PESSOA - "Meus Deus!!! E agora?! Tenho de lavar o cabelo com o shampoo de avelã-aveia-manteiga "sei-lá-do-quê"-....tinina-etc., por o amaciador, a máscara, para depois poder por os trinta mil cremes de corpo e leites hidratantes, ondular o cabelo, pintar as unhas, O RÍMEL! a base e o blush.... PORQUE É QUE ISTO ME ESTÁ A ACONTECER?!?!?!?!?!? E A CULPA É TODA TUA!!!!! A MINHA VIDA VAI ACABAR!!! FAZ ALGUMA COISA, LIGA JÁ PARA LÁ

EU - "Para onde querida, é Domingo, véspera de feriado..."

STRESS EM PESSOA - "AHHHHHHHHHHHHHHHHH OIFJSDKF K IJFKLSDF SDKFJ SF "


Mas não... tranquilo... vou assim :) De qualquer forma vão-me receber da mesma forma: 

"Olha o gajo!! Tás todo lindinho, tás... e esse cabelinho? Não faziam cortes para homem? Dá cá um abraço!"

E pronto... que bom ser solteiro :D





Solteiro nos trintas - The beginning

Bem, tudo começou... bolas, já nem sei quando começou. Vou então falar um pouco sobre mim.

Dadas as circunstâncias, estou solteiro aos trinta e tal. Desde aí, tem sido uma experiência interessante. Vou contar-vos tudo, prometo! Mais tarde...

Para já, fala-vos das implicações inerentes a tudo isto. Em primeiro lugar, e com uma importância primordial, aquilo que foi (e ainda é) uma das minhas primeiras dificuldades: passar a ferro!!!
Bolas, já fomos à Lua, inventámos as entregas ao domicílio (yeah!), temos smartphones que são autênticos fenómenos com mil e uma aplicações, rede móvel... e ainda não se inventou uma máquina que passe a ferro sem trabalho!?? É que eu confesso, quando me apercebi que tinha de passar a minha primeira camisa, fiquei apavorado! "Ok, calma, pensa!... É isso, youtube!!! Deixa lá ver como se faz!" E assim foi. Bem, parecia que estava a estudar fisica quântica! "As costuras das mangas são para o lado do botão ou para baixo?" (ainda hoje não sei bem). Lá me convenci a experimentar (não tinha outro remédio) e comecei a passar a minha primeira camisa. Resultado? Parecia um rebuçado!!! Tudo amachucado, cheio de vincos! "Tirem-me daqui! Volta!... Hummm, ok, calma,,, concentra-te. Não entres em parvoíces"
Aos poucos fui aprendendo, melhorando a técnica e, ao fim deste tempo todo, posso dizer: Já só levo 15 minutos a passar uma camisa!!!! Yeah!!!! :D

No resto, até me desenrasco. Sim, tive dificuldades com a máquina de lavar roupa, mas aquilo é bem mais complicado do que as tarefas de um controlador aéreo. Na cozinha sempre fiz o suficiente para sobreviver e na limpeza da casa... safo-me.
Não sou um exemplar da arrumação, mas como passo pouco tempo em casa, não tenho hipóteses de desarrumar muito.

Mas concluindo: estou vivo, com saúde (a mental já não é a mesma, eu sei) e... feliz! Sei que as coisas ainda podem melhorar e muito, mas estou bem. Obrigado por perguntarem!

Apresentação

Bem-vindos ao meu blog! 

Eu sou o Solteiro nos trintas (um deles, claro). Neste blog, vou contar-vos as minhas peripécias convosco, meninas. Para os meus seguidores masculinos, identifiquem-se, aprendam e riam-se de mim. Acima de tudo, divirtam-se todos!

Pois é! Solteiro nos 30's, uma experiência única. Por vezes fantásticas, por vezes um desastre. Nem vou tentar quantificar a dose de desastre em relação ao fantástico, mas penso que ao longo dos tempos isso irá ficar patente (ver imagem).

Assim sendo, até já! Conto com as vossas visitas regulares!