sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Bicho do mato!

Olá!

Hoje vou só fazer um pequeno desabafo.

Sim, sou um bocado bicho do mato! Não no sentido de ser envergonhado e não me querer dar com outras pessoas. Nada disso! É mais no sentido de, para além de gostar do meu espaço, não sou muito de visitar... fazer visitas, sabem?

Gosto de saber que estão bem, mas não faço visitas de cortesia. Ou até faço, mas é mesmo só se me apetecer. E, para ser franco, apetece-me muito poucas vezes. "Ah e tal, não podes ser assim!" 

Bem, na verdade, até posso! E sou! E não me importo nada com isso! Sou genuínuo e, "hoje, não me apetece visitar-te! Mas isso não quer dizer que não goste de ti. Quer dizer que... hoje, não me apetece visitar-te!" É difícil entender???

Nunca fui muito adepto do "socialmente aceite" ou das "regras sociais". Faço o que me apetece, desde que isso não prejudique ninguém, claro.

Agora, não vou a festas, casamento, funerais, etc. se não me apetecer! 

- "Aii, parece mal! O que é que as pessoas vão pensar?"
- "E eu estou-me c....ando para isso!!! A sério, não quero saber!"

As pessoas que me conhecem bem, sabem que sou pouco previsível, nesse sentido. Sabem que, se não for à festa do seu aniversário, continuo a gostar muito delas mas que, naquele momento, estaria a fazer "um frete" se lá estivesse. E, se calhar, apenas fiquei em casa a ver TV ou a fazer outra coisa qualquer pouco estimulante. Mas foi a minha escolha.

DEAL WITH IT!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Estou aqui!

Não, não estou comprometido ;)

Estive uns dias ausente. Primeiro, a preparar uns diazinhos de férias e, depois, a aproveitar o descanso do guerreiro!

Agora, a beber um gin tónico caseiro e a ouvir musiquinhas engraçadas e que não oiço habitualmente.

A verdade é que fartei-me de fazer coisas nestas férias!!!...

Mentira! Não fiz absolutamente nada!!! Rien!!! Nothing!!! Tem sido, mesmo, estar "de papo para o ar" e sentir o tempo a passar. E, neste campo, o Einstein tem mesmo razão: o tempo é relativo! Quando estou a trabalhar, parece que pára, por vezes. Agora, que estou de férias, passa a correr! Não está certo!

Bem, mas eu vim só aqui para vos tranquilizar. Sim, a vocês! Os meus dois... vá, três, seguidores...
Vou voltar, muito em breve, com mais revelações bombásticas!!!! Virei aqui expôr as minhas desgraças, para depois rirmos muito, todos! :D

Não deixem de vir, ok?

Beijinhos e abraços!

sábado, 3 de setembro de 2016

Encontros imediatos do 3º grau I

  Olá! Hoje vou contar-vos uma das minhas saídas com raparigas, assim… meio às cegas. Sim, claro que já o fiz! Tu também, portanto abstém-te de comentários pseudo-moralistas ;)

  Vamos ao que interessa. O caso que vos conto, começa com a insistência de uma amiga minha, no sentido de eu “ter” de conhecer uma amiga dela. Falou-me um pouco dela, traços gerais e afins. Eu, como habitualmente, a ouvir e sempre na palhaçada: “Estás a impingir-me uma encalhada, está-se mesmo a ver” e coisas assim do género. Para ser sincero, retive pouco da informação. Contudo, um dia recebo um pedido de amizade no facebook e, ao fim de momentos de total “anhanço”, lá percebo que é a tal rapariga. Muito bem. Pelas fotos (sim, claro que fui ver e apreciar, dahhh), parecia uma rapariga normal. Nada de fantástico, mas também nada de fugir. Fico na minha e, ao fim de umas horas, ela mete conversa no chat. E assim começa a história.

  Ao longo de várias semanas, eventualmente, meses (sou péssimo com datas… e com nomes… e com caras…), lá fomos conversando e sabendo um pouco mais um sobre o outro. Com o tempo, a rapariga começou, apesar de tudo, a revelar um aspecto menos positivo da sua personalidade… como é que eu hei-de explicar… bem, nós ainda nem nos conhecíamos pessoalmente e ela já parecia que “cobrava” se eu não dava atenção: “Nunca mais me ligaste nenhuma”; “Se não quiseres conversar mais, diz, porque eu já percebi”; “Antes falavas mais, agora já não… e eu sei que falas com outras pessoas”. MEDO!!! Bem, eu já não sou muito a favor de “arranjinhos”, mas esta forma de estar fez-me, realmente, perder a maior parte do interesse.

  Um dia, depois de um período em que deixámos de falar regularmente, lá surge o convite para irmos “tomar um café”. “Ok, não há-de ser muito mau”, pensei eu. Tinha outro evento, antes, e combinámos perto do local onde eu já estaria. Quando fico despachado, vou para o local combinado. Porém, nesta altura só me apetecia ir para casa. Não estava com vontade nenhuma para ir sair e só pensava “bem, ela é um bocado stressada e complicada, isto não vai correr bem… tiram-me daqui!!!”.

  Às tantas, enquanto espero, reparo numa rapariga giríssima, que vinha do meu lado esquerdo: “Wow, tão gira! Mas, espera, não vou estar a olhar para a moça, porque a outra deve estar a chegar e, se me vê a olhar para outra rapariga, para além de não parecer bem, é possível que ainda faça alguma cena de ciúmes, ou sei lá”. Sim, nesta fase, aliada a minha pouca vontade de fazer o que quer que seja, estava na minha memória a “personalidade difícil e complicada” que eu havia já preconcebido. Então, lá desvio o olhar da rapariga gira e olho em frente, para o vazio… mas, sei lá… é mais forte que eu: “Eu tenho de olhar, vá lá! Só mais uma vez, assim rapidinho! Faz de conta que estás a olhar casualmente! Vá, bora!”. E olho! Qual não é o meu espanto :O A rapariga vinha a rir-se para mim! “Não pode!”, pensei eu. Mas era mesmo! Era ela!!!

  Vocês perguntam: “Mas tu não tinhas já visto fotos dela?” E eu respondo: “Sim, mas eu quando disse que era péssimo com caras, não estava a exagerar”. Talvez haja aqui uma atenuante. Enquanto que algumas pessoas ficam melhor nas fotos do que ao vivo, outras terão o efeito contrário. E este “exemplar” era um destes últimos casos! Resumindo: como eu costumo dizer, “era mesmo o meu número!” :P

  Feitos os cumprimentos habituais, lá fomos, rua fora, sem um destino definido (típico da minha parte). Azar dos azares: rua povoada de lojas de moda. Nem trinta metros andados, ela lá vê uma loja de sapatos e… toca a entrar!!! Ainda pensei em ficar cá fora, mas achei que não seria muito bonito. Mas já sei como isto funciona: Loja de sapatos + rapariga = Vai correr mal! Mas pronto, lá entrei. Já lá dentro (e eu a pensar, “bem, deve ser só uma vista de olhos, não tarda regressamos a terreno seguro”), ela fixa-se numa das prateleiras e eis que acontece: “Vá, ajuda-me a escolher! Diz-me dois pares, destes todos que estão aqui!”… e eu fiquei azul! Escolher sapatos?? Oh, minha amiga… Bem, lá tive de me desenrascar. E como é que eu o fiz? Vejam lá se fui esperto ou não: Olhei para os sapatos que ela trazia (era uns “botins”, ou lá como se chamam) e tentei comparar com os que estavam expostos. De seguida, com um ar de extrema confiança (por dentro eu estava assim… pequenino, muito pequeniiiiiiino) digo: “estes e… estes! Ãh, que tal?”. E ela faz um ar de… condescendência e diz: “Sim, boa escolha”. Na verdade, soou mais a “bolas, miúdo, estás mesmo à nora! Se eu algum dia usaria isto! Tse, tse…”. E lá saímos…

  Depois disto, jantar, conversa animada, passeiozinho de despedida e, verdade seja dita, foi uma boa surpresa: acabou por ser muito agradável, contrariamente ao que eu esperava. Foi divertida, muito bem-disposta e agradável.

  Todavia, o tempo e novos “eventos” voltaram a revelar uma personalidade complicada, “cobranças” sem sentido e muita ambivalência. Eu, que sou uma pessoa calma e agradável, um dia tive mesmo de antecipar o final de um jantar. Mas nada de arrependimentos! Ainda mantemos o contacto de tempos a tempos.


  Moral da história: Não sei bem, mas assim de repente, não antecipar desgraças; Não confiar nos meus sentidos; e, sobretudo, não sou bom a escolher sapatos!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Ciclos...

E…


E aquela falta de ar repentina, aquele arrepio que sobe até ao pescoço…?
E aquele sorriso tonto, quase infantil, puro e genuíno?
E aquele apertar, um aperto firme, sem magoar…?
E aquele entrelaçar de dedos, muito mais do que um “dar de mãos”?
Aquele encostar de cabeças, aquele toque de rostos, o cheiro dos cabelos…
E aquele toque, aquele cheiro, aquele sabor…
E aquele olhar… sim, aquele olhar!

E aquela dor? Aquele rasgar…
E aquele perder de forças… aquele puxar?
E o chão, o chão que foge dos pés…
E aquele sabor… amargo, metálico, que nos tolda o paladar…
Aquele frio, que gela… aquele vazio…
Aqueles dois, que foram um… agora… um, é um… o outro, nenhum…




Recomeçar…

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A máquina de lavar roupa...

A máquina de lavar roupa... 

Para quem não sabe, até sou bastante desenrascado na maior parte das coisas que favorecem uma existência agradável a mim mesmo. Refiro-me, claro às "lides domésticas".

Obviamente, estou a falar dos mínimos que permitem a minha sobrevivência, nada mais do que isso. Mas sim, sei aspirar, tratar da loiça, cozinhar, limpar o pó... Mas vamos por partes.

Aspirar até chega a ser engraçado. Ver o lixo a ser sugado pelo cano acima até tem o seu "quê" de curioso. Faz-se a coisa assim "às 3 pancadas" e está impecável!

Lavar o chão também é fácil. No fim, ficam sempre aqueles "espaços em branco", áreas em que a esfregona não passou (mas, afinal, o espaço e tempo são relativos... não sei se tem alguma coisa a ver).

A loiça, já é mais trabalhoso. No meu caso, existe sempre uma questão que não consigo resolver. É o seguinte: imaginem uma máquina cheia de loiça lavada. Segundo a mente feminina, a loiça deveria de ser arrumada, imediatamente. A meu ver, este ponto não está claro. Porquê? Porque dentro da máquina também está tudo arrumadinho!!! Ou não??? E é menos o esforço de estar a tirar tudo, a arrumar nos "locais correctos" e depois voltar a ir a esses locias quando for preciso. Assim, está ali na máquina e é ir lá à medida que for preciso.
Ok, tem um inconveniente: é que a loiça suja não pode ir directamente para a máquina e fica a acumular no lava-loiça... e? É só definir bem o ponto em que ainda temos a loiça lavada (e arrumada) na máquina e o pnto em que já não é admissível ter loiça suja no lava-loiça. Certo, mas aqui já só temos uma percentagem muito reduzida de loiça lavada para arrumar. 
Mas pronto, deixem as vossas opiniões. 

Quanto ao pó, apenas uma breve referência: o que não dá para "dar um jeito" com o aspirador, vai de pano amarelo e aquele spray que até deixa um cheirinho. E sim, nós rapazes deitamos sempre mais spray do que necessário...

A cozinhar, sinto-me (e digo com orgulho) um cozinheiro acima da média, pelo menos dentro do género masculino. Já me aventurei por refeições bastante elaboradas e, regra geral, corre bem. Desde que estou solteiro, porém, cada vez menos faço refeições mais complicadas.

Agora, o meu calcanhar de aquiles é tratar da roupa!!! E, se passar a ferro foi algo que tive de aprender do zero e ir aperfeiçoando a técnica (e ainda estou muito longe de fazer um trabalho aceitável), lavar a roupa na máquina é uma ciência pela qual tenho muito respeito. Na prática, só sei isto: 

- Roupa clara vs roupa escura... com as dificuldades inerentes a uma tal decisão (azul é claro ou escuro? a partir de que tom uma peça passa a ser "escura"?);

- Colocar detergente e amaciador (não colocar perguntas... fazer!)

- 30º, roda o botão para a direita, "INICIAR", rezar...

Quanto ao tipo de tecido? Meus caros, nem vou por aí. Uma vez mudei as rotações para torcer ou lá o que é e nem vos conto... a máquina já vinha no meio da cozinha!!! E eu a pensar: "Maravilhas da tecnologia! Será que já lavou e agora vai para a varanda para estender??" Não ia... :((

Aquelas rodinhas não são intuitivas... e eu sei lá o que é lã e o que é sintético?? Eu já tenho de conhcer os plantéis de todos os clubes da 1ª Liga, saber diferenciar os diversos tipos de cerveja do mercado, etc... como posso ter espaço, agora, para aprender as diferenças entre os tecidos e entre os tons dos mesmos, as temperaturas a escolher...

.... prioridades, ok? ;)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cães à luta!

Boas, meus caros!

   Isto de estar solteiro (ou ser solteiro, ainda não sei) tem as suas particularidades. Algumas, vou descobrindo aos poucos. Nem todas boas, nem todas más.

   Claro que é bom ter um compromisso com alguém, o amor e tal… sim, é! Mas não é disso que estou a falar. Estou a falar dos pequenos pormenores, de coisas mais superficiais, pequenos elementos diferenciadores das duas situações.

   Por exemplo, por vezes sinto falta de chegar a casa e ter alguém à minha espera (com o jantar feito, então, era excelente), alguém que me pergunte como correu o dia, que me dê um abraço e essas coisas lamechas por aí fora… Brutal, seria algo do género: “Amor, estás com um ar tão cansado e tão tenso… deita-te ali na cama que vou fazer-te uma massagem relaxante. A seguir, vou-te preparar a tua refeição favorita, terminando com aquela sobremesa que adoraste no passado fim-de-semana! Depois, fico ao teu lado, a dar-te miminhos, enquanto vemos o futebol!” OK, ACORDA!!!!! ESTÁS A SONHAR OUTRA VEZ!!! Continuando… claro que é bom ter alguém com quem conversar, partilhar aqueles momentos especiais que só são possíveis com aquela pessoa. Claro que é bom viver a dois, deixemo-nos de tretas! Contudo, apenas quando é verdadeiro, quando é certo, quando aquelas duas pessoas se excedem mutuamente, apenas por estarem uma com a outra (foi lindo, não foi?).

   Por outro lado, e relembrando que estamos no âmbito da superficialidade, estar solteiro também tem as suas vantagens ou, dito de outra maneira, os seus pontos positivos… menos negativos… whatever!
   E, não me alongando muito, quero apenas referir dois momentos particulares em que sinto isso mesmo. Um deles, repete-se ciclicamente: o “ir às compras”! Pondo isto de forma simples e directa: ODEIO!!!!! NÃO QUERO!!! NÃOOOOO!!!! E a vantagem da situação actual é que… só vou se quiser :D E chego a pensar, mesmo: “Humm, tenho de ir às compras… mas não me apetece… olha, não vou!” E sorrio, lembrando: “Aqui há uns tempos atrás tinha de ir e mais nada. Porque… ‘tem de ser’” Agora, usufruo do livre arbítrio (oh, abençoado) e, maioria das vezes, fico em casa, gozando do meu poder de decisão: AQUI MANDO EU!!! SOU O REI NO MEU CASTELO!!!!! FAÇO O QUE EU QUERO, OUVISTE???... …. … Hummm, estou aqui a gritar com quem? Tem juízo, pá! Tse, tse... Vergonhoso...”

É óbvio que é recorrente faltarem-me coisas em casa e que, por vezes, sinto fome à noitinha e a única coisa disponível é algo tipo chispalhada à transmontana (ideal para apaziguar o estômago a meio da noite)… mas pronto, só vou às compras se quiser. Toma!

   Mas, mais recentemente, tive um novo vislumbrar da beleza que é a vida de solteiro. E é esse que quero enfatizar, por ser mais recente e por me ter feito soltar um sorriso largo. Sorriso sarcástico, de gozo… pelo ridículo, quiçá.

   Imaginem o seguinte cenário: dois cães, três, quatro, uma matilha… completamente atiçados uns contra os outros, furiosos, cheios de energia. Nisto, são largados uns por cima dos outros. E entram numa luta desalvorada, épica, uma coisa nunca antes vista. E a luta dura e dura, por várias horas, uma coisa impressionante.
   
   E vocês perguntam: “Mas qual a finalidade desta imagem mental?” Bem, contextualizando, estou eu preparado para ir descansar, ao fim de um dia de trabalho complicado. Estou cansado, preciso mesmo de me deitar e não pensar em mais nada. Visto o pijama e, antes de me deitar, por mero acaso, calhou olhar para a cama antes de lá cair. E, na verdade, o que parecia era que aquela luta de cães tinha tido lugar ali mesmo! Sim, ali! Na minha cama! Os lençóis estavam revoltados, a colcha enrolada sobre si mesma cerca de um milhão de vezes, as almofadas numa disposição ilógica…


   E eu, simplesmente… sorri e soltei uma pequena gargalhada. Algo do tipo: “ok… não quero saber, vou-me deitar mesmo assim”. Se isto teria sido possível há uns tempo atrás? Nem por sombras! Caminha sempre feita! E, em paz, deito-me e passei, certamente, uma bela noite de sono.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A menina do carro preto

   Aqui há dias, vinha eu todo contente a caminho de casa, a conduzir e a cantarolar como se estivesse num estádio a dar um concerto para 50.000 pessoas, e passo por um carro preto, conduzido por uma rapariga… gira, vá… e, no meio daquela “actuação”, saúdo a menina, com um aceno e um sorriso, por entre a letra da música Anna Júlia, dos Los Hermanos (sim, eu sei, mas era o que ia a dar…). A simpática condutora (felizarda, por não me conseguir ouvir) retribui com outro aceno, devolvendo o seu sorriso… o que me fez derreter todo! Tive de ir buscar uma colher para me apanhar do chão do carro :P
  
 Enfim, aquilo passou… Passaram-se uns dias, umas semanas e, de quando em vez, ao passar na mesma zona, lá me lembrava da situação e pensava: “Tonto! És mesmo parvinho! Agora andas aí a acenar às pessoas? Que vergonha!!!... Bem, mas gostava de voltar a encontrar a menina…”
   
   É aqui que vocês estão a pensar: “Olha-me este depravado, a armar-se em engraçadinho com as donzelas”. Na verdade, não sou o tipo de pessoa que se mete com as outras. Sou divertido, até um pouco extrovertido, mas sou mais do tipo “low profile” quando não conheço os outros. Naquele dia, não sei o que me deu. Talvez pela descontração, talvez por ter reparado que vinha a fazer uma daquelas figurinhas, a cantar no carro e sentir que alguém reparou na triste figura.
  
 Aqui há dias, eis que, para surpresa minha, volto a passar por um carro preto, da mesma marca e, claro, vai de olhar para ver se… e não é que era mesmo?!?! Bem, eu sou mau com caras, mas, desta vez, reconheci logo a simpática menina! E cá vai disto: um largo sorriso e novo aceno!
   
  Acho que ela me reconheceu. Não de imediato, presumo, até porque eu vinha num carro diferente (isto eu a supor que ela ligou alguma coisa ao outro episódio e que se recordava de alguma coisa – my wish…). E lá vem, novamente, aquele bonito sorriso e o aceno simpático.
   
     Então eu penso: “Bem, está a sorrir e a dizer “adeus” com uma mão e, com a outra, está a marcar o 112, para dizer que está um maluco na auto-estrada a acenar-lhe e a meter-se com ela. E já não é a 1ª vez…”.
   
  E lá seguiu, atrás de mim. Claro que aqui eu já estava a morrer de vergonha, sem saber o que fazer. De vez em quando, sorriso para aqui, sorriso para ali… Até que chegámos ao ponto de separação. Íamos seguir por sentidos opostos. Ficámos lado-a-lado… MEDO! “E agora!? Fujo? Finjo que não estou a reparar? Abro a janela e digo alguma coisa?... Não, isso não! Vai sair um disparate, de certeza!”

   E é aqui que algo se apodera de mim e, sem ainda hoje saber como é que fui capaz, faço o sinal típico de “vamos tomar um café?” :O

   A gentil moça sorri novamente e, de uma forma que nem consigo descrever, acena negativamente com a cabeça. É que fê-lo de uma forma… tão fofa que nem se coaduna com uma recusa! Não foi de forma rude ou convencida. Foi algo do tipo: “Não… mas muito obrigada!” E eu, fiz um sinal com a mão, como que a dizer “ok, desculpa ter perguntado”. E lá seguimos, a sorrir.

   A verdade é que, agora, venho sempre com vontade de voltar a encontrar a menina do carro preto. É parvo, eu sei, e não significou nada. Mas venho mais atento ao trânsito… se é que me entendem.

Se a situação mexeu comigo? Claro que não!!!!!

 Ok… mexeu um pouco :S  

   Sim, somos adultos, mas a idealização está sempre presente: “E se ela aceitar o café da próxima vez, se eu voltar a convidar? E se é uma rapariga fantástica? E se o nome dela… é Anna Júlia!?”

   Mas também está sempre presente aquela vozinha: “Está quieto! Deixa-te disso! Não passes vergonhas! Segue com a tua vidinha e esquece isso! Ela é casada… tem herpes. É muito chata e passa-se quando vê as coisas desarrumadas. Não te vai ligar nenhuma! Vai ser uma lapa! Cheira mal do pés!”

   E agora?! E se houver próxima vez? O que faço? Sim, digam-me: O que faço??

   Bem, o mais provável é que não aconteça nada. Vou passar e fingir que não reparei… mas lá que foi engraçado, isso foi! :D



   PS: Menina do carro preto, se estás a ler isto… não, não sou um maluco depravado… ok, talvez um pouco doido, mas assenta-me bem :P Hummm…  hoje aceitas um café? :%)